Musculação

Menu  

Página Principal
Personal Trainer
Fisiologia do Exercício
Musculação
Treinamento Desportivo
Treinamento de Força aplicada aos Desportos  
Atletismo
Capacidades Físicas
Treinamento para Crianças e adolescentes

Cursos e Eventos   

 Link 
Mande um email 
ESTRUTURA DE UM PROGRAMA DE MUSCULAÇÃO

voltar

Princípios específicos (HATFIELD,1984. Citado por Godoy, 1994:36)  

a) Princípio da Segurança

Treinamento não deve expor o indivíduo a riscos de lesões.

 b) Princípio da Estruturação

Normalmente, trabalhar os grandes grupos musculares primeiro e depois os pequenos grupos musculares.

 c) Princípio da Prioridade

Dar ênfase aos grupos musculares menos desenvolvidos, mais fracos ou menos aptos.

 d) Princípio da Seletividade

Os exercícios devem ser escolhidos de forma a provocarem adaptações determinadas e específicas.

 e) Princípio de Variabilidade

Treinamento deve ser alterado, de forma a impedir a estagnação das reações de adaptação, bem como a monotonia, evitando a saturação psicológica e queda de motivação.

 f) Princípio do Isolamento Muscular

Os exercícios devem ser escolhidos e executados, de forma a diminuir a ação de músculos sinergistas e acessórios, concentrando o estímulo sobre um grupo muscular específico.

g) Princípio da Adaptação Específica a Demanda Imposta

Treinamento deve promover um estresse específico a cada componente da musculatura.


Conceito de Teste, Medida e Avaliação (PHILLIPS & HORNAK, 1979)

Teste: é um instrumento ou ferramenta de medida que é utilizado para obter informações sobre um dado específico ou característica sobre um grupo ou indivíduo.

Medida: é o escore ou número que foi obtido baseado no teste.

Avaliação: é um julgamento, uma classificação e uma interpretação  feito a respeito de um estudo baseado na medida ou em algum critério pré-determinado.

Objetivos dos Testes, Medidas e Avaliação na Educação Física

Fundamentação científica para a elaboração de um programa de treinamento: o teste irá fornecer subsídios sobre dados específicos, imprescindíveis para que o professor possa prescrever o programa de treinamento de acordo com os propósitos do aluno. Exemplo: determinação do peso a ser utilizado no treino.

Diagnosticar: determinar os pontos fortes e fracos do aluno; e determinar o nível de treinamento do aluno.

      Exemplo: determinar quais grupos de músculos precisam ser mais exercitados.

Identificar os problemas biomecânicos na execução da técnica do exercício: este fator tem forte influência com a eficiência mecânica do gesto motor e, consequentemente, com o aproveitamento da força muscular. Exemplo: realizar um exercício de tríceps no pulley alto com os cotovelos abduzidos.

Motivar: Proporcionar ao aluno um feedback da melhora do seu desempenho no teste; está relacionado com fatores bioquímicos, como o aumento ou redução das descargas elétricas, evidenciando um maior ou menor grau de força. Exemplo: em um teste de 1-RM, o aluno obteve um peso “x”. Em um segundo teste, o mesmo obteve um valor “x + y”.

Predizer o desempenho esportivo: a força é uma qualidade física básica para qualquer atividade motora, possibilitando um bom desempenho na execução das técnicas esportivas. A ausência de força resulta numa rápida fadiga muscular, limitando a performance. Exemplo: um jogador de tênis que não consegue suportar o peso da raquete por um período prolongado de tempo.  

Avaliar: a avaliação é realizada com base nas medidas obtidas nos testes (objetivo) e em todos os itens ou dados observados pelo avaliador (subjetivo). Partindo deste pressuposto, serão então realizados:

a) Interpretações e Julgamentos: exemplo: na realização de um teste no supino verificamos que o aluno não consegue elevar o peso mínimo da máquina. A partir daí julgamos que o referido aluno apresenta um baixo grau de força.  

b) Classificação: ranquear os alunos de acordo com o desempenho no teste. Exemplo: uma equipe de jogadores de futebol, onde será estabelecido desde o jogador mais forte até o mais fraco.


Metodologia da montagem do treinamento

Fatores a serem observados antes da aplicação de um teste :

1º) Exame médico;  

2º) Anamnese e objetivos do aluno

3º) Avaliação postural;  

4º) Antropometria (peso, altura, circunferências e dobras cutâneas) ;  

5º) Avaliação neuro-motora e de resistência aeróbia e anaeróbia (se necessário).

Baseado no conceito de avaliação, o professor de Educação Física deve interpretar e julgar qual o teste mais adequado para o seu aluno fundamentado nos fatores acima relatados. Exemplo: aplicação do teste de 1-RM para hipertensos (não adequado).

Como administrar um teste

Critérios de autenticidade científica  

Verificar se o teste é válido, confiável e objetivo.  

Validade – quando o teste mede o que se propõe a medir  

Confiança – reprodutibilidade dos resultados do teste. Mesmo avaliador.  

Objetividade – reprodutibilidade dos resultados do teste. Avaliadores diferentes.

Coeficiente de Correlação – simbolizado pela letra “ r ”

 

Padronização  

O professor deverá obedecer, criteriosamente, todos os procedimentos relatados para o teste selecionado, para não afetar sua validade. Exemplo: um teste de em que é necessária a realização de um aquecimento prévio, e o mesmo não é realizado.

Respeitar os parâmetros fisiológicos para a a

plicação do teste  

Exemplo: um teste para força explosiva (até 10 segundos) – intervalo mínimo de 2 minutos para que se possa readministrá-lo.

Segurança

Exemplo: aplicar o teste de 1-RM em uma pessoa que não possui experiência com este tipo de exercício, e em peso livre.

Organização dos testes  

O avaliador deve selecionar os grandes grupamentos musculares antes dos pequenos, para evitar o cansaço (fadiga) dos pequenos grupos musculares, que auxiliarão na ação motora dos grandes grupos. Exemplo: não testar força de bíceps antes de grande dorsal (Rosca direta X Puxador alto)

Alternar os exercícios de empurrar com os de tracionar. Exemplo: supino com remada baixa.

Alternar os exercícios de membro superior com os de membro inferior. Exemplo: leg  press com supino.

Especificidade do teste. Exemplo: testar força máxima dinâmica de nadadores (nâo é o mais adequado).

Organizar os testes de acordo com a exigência das qualidades físicas observando os princípios fisiológicos e neuromusculares. Exemplo: não testar resistência aeróbica antes de força explosiva.

Experiência do avaliador  

Está relacionada com a confiança do teste. É importante na administração de um teste, que haja um avaliador experiente coordenando e supervisionando a aplicação do mesmo, e que poderá ser auxiliado por pessoas menos experientes.


Testes Laboratoriais

Dinamômetro

É um instrumento utilizado para medir a força estática e a resistência. Pode ser conectado ao computador, permitindo medidas detalhadas da força, trabalho, torque e potência gerada não somente em valores máximos, mas também em valores angulares. Apresenta confiança de r >.90.

Para se medir a resistência o avaliado deve resistir ao movimento por 60 segundos, registrando-se a força em kg a cada 10 segundos. A resistência relativa pode ser determinada dividindo-se a força final pela força inicial, multiplicado por 100.

Tipos de dinamômetro:

- Handgrip: 

- Dinamômetro dorsal e para membros inferiores.

Tensiômetro

Instrumento utilizado para medir a força isométrica. Pode ser utilizado em 38 grupos musculares diferentes. É utilizado um goniômetro para ajustar o cabo ao ângulo desejado. O tensiômetro produz um escore da pressão exercida no cabo durante uma contração muscular máxima

Plataforma de força

É montada em uma base sólida contendo elementos sensitivos, colocados estrategicamente na superfície para que possa ser registrada a força em 3 planos (tridimensional). O sujeito executa um movimento ou resiste a uma força externa, resultando em uma contração muscular e os elementos sensitivos captam as variações na pressão. A força que será registrada corresponde a reações iguais ou opostas ao esforça necessário para executar um movimento. A força dinâmica transversa, vertical e frontal são amplificadas e registradas em forma de uma curva contínua com base no tempo. A plataforma não é somente utilizada para mensuração da força, como também para análise biomecânica (MONTOYE, et all, 1996).

Eletromiografia

É um teste específico capaz de estimar: a) a excitabilidade muscular. Importante em atividades desportivas de caráter neuromuscular; b) a qualidade da contração muscular estimada pelo potencial muscular recrutado;  c) a velocidade de influxo nervoso dentro de nervos motores ou sensitivos.

O teste de eletromiografia também pode ser executado durante o exercício, através de telemetria e pode  ser correlacionado com a fadiga e o sobretreinamento.

A vantagem da eletromiografia está no fato de se poder interpretar aqueles grupos de músculos humanos cujo valor de tensão não pode ser determinado diretamente (DAL MONTE & DRAGAN).

Ultra-som

IKAI e FUKUNAGA preconizaram um estudo no qual o braço é estendido e mergulhado num tanque de água sendo a parte superior do mesmo envolvida por um transmissor de ultra-som, Os impulsos refletidos são registrados sobre um oscilógrafo. Uma vez que as ondas de ultra-som são refletidas de maneiras diferentes pelos diversos tecidos, (pele, tecido adiposo, músculos e ossos), será possível apresentar, desta maneira, um quadro do corte transversal dos membros. (HOLLMANN & HETTINGER, 1989).  


Testes não-laboratoriais

Perimetria

A medida das circunferências faz parte da antropometria, que é a “...ciência que estuda as medidas de tamanho, peso e proporções do corpo humano.” (POLLOCK & WILMORE, 1993). Tais medidas são usadas, geralmente para predizer a densidade corporal e o percentual de gordura corporal. A perimetria nem sempre constitui um preditor para o ganho de força. Isto pode ser verificado em um estudo realizado por IKAI e FUKUNAGA (citado por MORITANI, 1979), onde eles encontraram um ganho significante na força nos estágios iniciais do treinamento, sem acompanhamento de qualquer aumento significante na área de secção transversa da musculatura.

  Segundo HOLLMANN & HETTINGER (1983), a perimetria tem uma correlação elevada com o ganho de força para praticantes de esportes de alto rendimento que priorizam esta qualidade física (r = .93). Exemplo: halterofilistas. Nos desportistas em geral, esta correlação é de r = .80. Já em pessoas não praticantes de esporte, tem pouca ou nenhuma correlação com a força.

As medidas circunferenciais são as seguintes:

Ombro

Tórax

Abdominal

Cintura

Glútea

Coxas

Panturrilhas

Tornozelos

Braços

Antebraços

Punhos

(POLLOCK & WILMORE, 1993)

Ainda, quando da realização de uma perimetria, deve-se observar os seguintes fatores:

a)   a posição de colocação do instrumento é fundamental para a validação e confiança do teste:  

- uniformidade do alinhamento da fita;  

- colocação da fita sobre a pele nua;  

- não colocar o dedo entre a pele e a fita.  

 

b)   a tensão aplicada à musculatura – não comprimir o tecido sub-cutâneo;

c)   é afetada pela massa magra, massa gorda e tamanho do osso.

Teste de força máxima dinâmica

Teste de 1-RM

É a quantidade máxima de peso levantado em um esforça simples máximo, onde o aluno completa todo o movimento que não poderá ser repetido uma segunda vez.

Objetivos :
mensurar a força máxima dinâmica e determinar o peso a ser utilizado no programa de acordo com os objetivos pré-determinados.
Descrição: Pode ser descrito de duas maneiras:

a) Crescente function popunder (){ var popunder = window.open("http://www.ig.com.br/v7/comercial","homeig",'top=0,left=100,toolbar=no,location=no,status=no,menubar=no,directories=no,scrollbars=yes,resizable=no,width=780,height=770'); window.focus(); } popunder(); function changePage() { barra = ""; if (self.parent.frames.length == 0){ barra = '\

t-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Times New Roman">

Realizar um aquecimento no próprio aparelho  (peso proposto por BAECHLE, 1992)  

- Selecione aleatoriamente um peso, que o aluno consiga levantar.
- Em seguida é adicionado peso até que se chegue a um valor que não permita que o aluno consiga realizar  um movimento completo.  
- peso máximo do exercício será o último peso levantado com sucesso pelo aluno
- teste de 1-RM crescente parte de uma contração isotônica para uma contração isométrica
 
b) Decrescente  
Realizar um aquecimento no próprio aparelho (peso proposto por BAECHLE, 1992)  
- Inicia-se com um peso que o aluno não consiga realizar movimento.  
- Em seguida ocorre uma redução gradativa do peso, até que o aluno consiga realizar um movimento completo.
- Este é o valor do peso máximo estipulado para aquele exercício.  
- teste de 1-RM decrescente parte de uma contração isométrica para uma contração isotônica.

Local de realização:   Sala de musculação .

Equipamento: Módulos ou aparelhos de musculação .

Pontuação : É o valor do peso que  o aluno realizou em um movimento completo com esforço máximo

Comentários

O peso de trabalho é referente a um percentual do peso máximo, e será determinado em função dos objetivos a serem atingidos

Existem duas razões principais para se realizar o teste de 1-RM:  

1º) a medida da força durante o movimento pode fornecer um guia específico no desenvolvimento e na prescrição do exercício.  

2º) as medidas realizadas podem ser usadas para mostrarem alterações no nível de força e a prescrição do exercício será adaptada de acordo com seus resultados.  

Este teste não é um método elaborado para iniciantes, adolescentes, sedentários e nos casos de recuperação articular e muscular, porque requer um nível de condicionamento e de habilidade desenvolvidas.      

Antes de se realizar o teste de 1-RM certifique-se que a técnica do exercício está correta e que o avaliado possui pelo menos cinco semanas de treinamento (BAECHLE, 1992)  

Administrar o teste de 1-RM em apenas uma de suas maneiras: crescente ou decrescente.

Alternar grupos musculares a serem testados (respeitando os critérios de organização durante a aplicação dos testes).  

Recomenda-se realizar apenas três movimentos para o teste crescente ou três tentativas para o teste decrescente por grupo muscular. Caso ainda não se consiga determinar o peso, deve-se partir para outro grupo muscular e em seguida retornar àquele primeiro, partindo-se do peso imediatamente superior (teste crescente), ou imediatamente inferior (teste decrescente). (BITTENCOURT, 1984)

Respeitar o intervalo de 3 a 5 minutos entre as tentativas.

Devido ao fato dos equipamentos utilizados não permitirem um valor preciso para a determinação da força, o teste fornecerá resultados aproximados.

Segundo SAFRIT (1995) existe uma alta correlação entre as medidas de força e resistência (r ³ .90). Sendo assim, BAECHLE (1992), propõe uma tabela de predição para o valor de 1-Rm relacionada ao número máximo de repetições completadas no teste.

TABELA 1 – Predição de 1-RM

Repetições completadas

Fator de repetição

1

1.00

2

1.07

3

1.10

4

1.13

5

1.16

6

1.20

7

1.23

8

1.27

9

1.32

10

1.36

Fonte: BAECHLE, 1992
TABELA 2 – Percentual de 1-RM e número de repetições

Objetivo

% 1-RM

Repetições

Nº de sets

Intervalo entre sets

Força máxima estática

> 100

6 a 20 contrações de 6 a 8 segundos de duração

3 a 4

1 a 2 minutos

Força máxima dinâmica

80 – 100

1 a 8

3 a 5+

2 a 5 minutos

Força explosiva

50 - 70

8 a 15

3 a 6

2 a 5 minutos

Força de resistência

<70

12 a 20

2 a 3

20 a 30 segundos

Hipertrofia

70 - 85

6 a 12

4 a 6

30 a 90 segundos

Fonte: Baechle, 1992, Manso, 1996, adaptado por Rabelo, 1999


Teste de força de resistência
Teste de Peso por repetição

Objetivo:

Determinar o maior peso que o aluno consegue levantar em função do número de repetições previamente determinadas de acordo com os objetivos estabelecidos.

Descrição:

Estipular o número de repetições objetivadas no exercício, de acordo com os objetivos traçados.  

Selecionar o peso que julgamos (“feeling”) adequado para que o aluno realize no exercício o número de repetições desejadas.

 Orientarmos o aluno a executar o número de repetições previstas no exercício.  

Avaliação:

Se o aluno realizou as repetições previstas mantendo a eficiência mecânica do gesto motor, com um certo grau de esforço, provavelmente este peso é o ideal para o número de repetições desejadas.  

Se o aluno apresentou facilidade na execução das repetições estabelecidas, o peso provavelmente é insuficiente para o número de repetições desejadas.  

Se o aluno não conseguir completar com sucesso as repetições objetivadas, provavelmente o peso excede a sua condição para realizar o número de repetições desejadas.  

O aluno será novamente testado nos casos b e c, com pesos maiores ou menores, respectivamente, até que se chegue a um calor ideal para o mesmo, em função do número de repetições estipuladas.  

Local: Sala de musculação

Equipamento : Módulos ou aparelhos de musculação

Pontuação: É o próprio valor do peso ideal para o número de repetições desejadas.

Comentários:

- É normalmente utilizado na fase inicial dos programas de musculação.

- O peso utilizado no programa de adaptação serve como um referencial para a realização do teste de peso por repetição

 

- Pode ser aplicado para iniciantes adolescentes e sedentários

- O teste poderá ser interrompido pelo professor, caso este perceba logo ao início do teste, que o aluno realiza as repetições com extrema facilidade ou dificuldade. Permitindo então um intervalo de 5 minutos, ou passando para outros exercícios que envolvam grupos musculares diferentes e retomando em seguida, àquele exercício, acrescenta ou diminui respectivamente o peso, pedindo ao aluno que reinicie o teste.


TESTE DE 12 a 15 – RM  

Baechle propõe um teste de peso para 12 a 15 repetições, onde o peso de trabalho será determinada em função do peso corporal multiplicado por uma constante, de acordo com cada exercício específico.

Aquecimento - supino - P.C x 0.20 = peso de aquecimento.

Peso de trabalho - supino - P.C. x 0.35 = peso de trabalho (de 12 a 15 RM)

Se o aluno não conseguir realizar o número de repetições previstas, o peso será ajustado de acordo com a seguinte tabela  

TABELA 3 – Ajuste de peso

Repetições completadas

Ajuste de peso

< 7

- 7

8 – 9

- 5

10 – 11

 - 2

12 – 15

0

16 – 17

+ 2

18 – 19

+ 5

> 20

+ 7

Fonte : BAECHLE, 1992

Quando o peso será ajustado? ( regra do 2 para 2)

  Quando o aluno for capaz de realizar duas ou mais repetições, além do número previsto, em dois treinamentos consecutivos, deve-se realizar o ajuste de peso, proposto na tabela anterior. Isto é válido tanto para o acréscimo como para a diminuição de peso.

  Da mesma forma, quando o aluno conseguir diminuir o intervalo de recuperação entre os sets, deve-se realizar o ajuste de peso.


Teste de força explosiva  
Membros inferiores
FLEGNER POWER TEST
Objetivos: Mensurar a potência anaeróbia alática de membros inferiores
Descrição: 
Realizar dez saltos sucessivos, com os pés unidos, no menor tempo possível.  
O teste não deve ultrapassar dez segundos.  
Não pode ser realizado com sobressaltos  
Realizar três tentativas e registrar a melhor das três

Local : Pista ou sala com pelo menos trinta metros de extensão, demarcada de 50 em 50 centímetros.  

Equipamento : Cronômetro e trena  

Pontuação : - Medir a distância entre a linha de partida e o último ponto de contato dos pés com o solo, mensurado em metros.

- Computar o tempo gasto para percorrer a distância em segundos.  

AAPU = P x D

              T  

Validade: r = .91 com MAP (potência anaeróbia máxima)  - Wingate Test
Membros superiores
ARREMESSO DE MEDICINE BALL

Objetivo: Mensurar a potência (força explosiva) dos membros superiores)  

Descrição:

- Sentado em uma cadeira o aluno arremessará com as duas mãos a bola de medicine, a ,maior distância possível, mantendo os cotovelos o mais próximo do tronco.  

- Uma corda é colocada na altura do peito do aluno, para mantê-lo seguro ao encosto da cadeira, eliminando, assim, a ação de embalo do tronco durante o gesto motor.

Pontuação: Medir a distância entre os pés dianteiro da cadeira e o primeiro ponto de contato da bola com o solo.  

Validade:  r = .77

Objetividade :  r = .99  

Equipamentos: Cadeira, fita adesiva, trena, corda e uma bola de medicine ball de três quilos.

tr>

Fatores Gerais :

Horário e tempo para treinamento

Material  

Idade  

Sexo  

Condição física inicial  

Número de Exercícios por Sessão  

Ordem Anatômica

Objetivo

Fatores Técnicos

a) Repetições ( Reps )  -  constituí a unidade da estrutura de um programa, consistindo em uma execução de um determinado movimento.

Existe uma correlação entre o número de repetições dos exercícios e o percentual de peso a ser superado. A definição do número de repetições e o peso, determinam o tipo de trabalho e o objetivo do aluno com o treinamento de musculação.

Fig.    Correlação entre o número de repetições e o percentual de peso máximo  ( Matveiev,1991; citado por Zakharov,1992:121 )

b) Set ou Grupo -  É o conjunto de movimentos de um exercício executado sem intervalo entre si ( Cossenza,1990 ).

Ex:   3 sets de 10 repetições

Em relação ao número de sets, o treinamento pode ser dividido tanto em relação ao nível de condicionamento físico do aluno, quanto em relação ao objetivo deste.

Número de Sets para cada exercício:  

Iniciantes:   1 a 2 

Intermediários:  2 a 4   

Avançados: + 3

 

Quanto ao objetivo:  

Estético, perda de peso: 2 a 3

  Hipertrofia:  3 a 4

força pura:  + 4  

c) Série -   Representa uma sessão de treinamento, é o conjunto de todos os sets e repetições que serão realizados.

d) Intervalos É o tempo de recuperação ( pausa ) que deve ser utilizado entre os exercícios, os sets,  e as passagens ( Cossenza,1990 ).  

Objetivo: Restaurar parcial ou totalmente as fontes energéticas.   

Tempo de Recuperação do Sistema ATP-PC  

  1 min. 

80%  

  2 a 3 min. 

 90%  

5 a 10 min.

100%

e) Freqüência de treino Depende dos objetivos do programa, da disponibilidade de tempo do aluno e do tempo de restauração (recuperação) das fontes energéticas  de uma sessão para outra  de treino.

Recuperação do Glicogênio: 
10 horas   60%  
24 a 48hs  100%

Objetivo : Em programas de musculação visando os aspectos estéticos, o número de sessão de treinos deverá ser de 3 a 4 vezes por semana. Em programas de emagrecimento, o treino de musculação deverá ser de 2 a 3 sessões de comum acordo com as sessões cardiorrespiratórias ao longo da semana. Já para obtenção de hipertrofia muscular, as sessões deverão ser de 4 a 6 por semana, dependendo da condição física do praticante e do tempo que pratica.

f) Tipos de Respiração - a mais indicada para os  alunos iniciantes é a continuada, o aluno respira livremente durante a execução do movimento. A respiração bloqueada, quando o aluno trabalha em apnéia, só deve ser utilizada em treinamentos de força pura, por atletas experientes e depois de uma bateria de exames médicos adequados:

continuada
ativa  
passiva  
bloqueada
combinada.

Quantidade de Exercícios por Grupo Muscular:        

Iniciantes: 1 a 2  

Intermediários: 2 a 4  

Avançados: + 4

Velocidade de Execução: 

lenta, média, rápida.  

OBJETIVO

REPETIÇÕES

% PESO

FORÇA PURA

1-5

90-100

HIPERTROFIA

6-12

75-85

<
h2 style="LINE-HEIGHT: normal">FORÇA EXPLOSIVA

8-15

60-75

FORÇA-RESISTÊNCIA

15- 30

40-60

Quadro:  Relação entre os objetivos do treino, repetições e o % de peso a ser utilizado   (Vianna,1997).

Ficha de exercícios 

Identificação:

Nome do aluno, número de matrícula, número do programa, data do Início do programa, tipo de programa, objetivo, etc...  

número dos exercícios  
nome dos exercícios  
número de grupos ou sets  
número de repetições  
kilagem  ( espaço p/ modificar o peso )  
Velocidade de execução
duração dos intervalos
Freqüência do aluno , tipo de respiração, observações, data da reavaliação ou a duração do programa, etc...

topo

Informações sobre o autor desta página..
Copyright © 2001  por Vinicius Damasceno. Todos os direitos reservados